Dê adeus às bibliotecas ?!


Quem é bibliotecário, ou estudante de biblioteconomia, quase todo dia se depara com certos absurdos referente a falta de conhecimento das pessoas em relação à nossa área.

Até certo ponto é comum, por se tratar de uma área de base, onde a rotatividade do usuário, ou cliente, é muito grande.

Mas recentemente no FaceBook me deparei com um link para uma notícia que ao ler, além de ficar estarrecido pela falta de conhecimento do reporter, sobre a profissão do bibliotecário, ainda há a falta de respeito com toda uma classe.

Reclamar aos CRBs e CFB é uma das alternativas, mas preferi consultar o código de ética da profissão de jornalista e enviar diretamente para eles uma reclamação.

Segue o texto do e-mail que enviei para Associação Brasileira de Imprensa (ABI) nos e-mails presidencia@abi.org.br, csind@abi.org.br, vicepresidencia@abi.org.br

Fique a vontade para copiar e enviar

Escrevo para esta Associação solicitando providências junto ao jornalista  Luís Antônio Giron  em vista da matéria publicada em (http://revistaepoca.globo.com/cultura/luis-antonio-giron/noticia/2012/05/de-adeus-bibliotecas.html) onde o mesmo transgride os artigos 2º, 7º e 14º do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, de acordo com a versão disponível em  (http://www.abi.org.br/paginaindividual.asp?id=450) .

A profissão de Bibliotecário, ao contrário do que pensa o jornalista em questão, é uma profissão regulamentada pela Lei 4.084, e que de acordo com o CBO (código Brasileiro de Ocupações) é pertencente ao mesmo CBO dos Jornalistas, o de Profissional da Informação. 
Julgar uma classe pelo atendimento de um “profissional” que desempenha suas funções indevidamente é de gigantesca irresponsabilidade, outrossim, se faz necessário esclarecer se a pessoa que o atendeu na Biblioteca é realmente um bibliotecário ou um auxiliar de bibliotecas, professor aposentado, ou simplesmente um funcionário sem qualificação que ali fora lotado.

Frente as afrontas e jugamentos feitos pelo “profissional” na supracitada matéria, especialmente na passagem em que diz “A bibliotecária me atendeu com aquela suave descortesia típica dessa categoria profissional”, na qualidade de Bibliotecário, devidamente graduado, com registro em conselho de Classe, reinvidico, junto a esta Associação uma retratação pública do mesmo.

Vale ressaltar que uma Biblioteca é sempre interligada à alguma Secretaria de cultura/educação ou órgão superior, no caso da biblioteca pública uma prefeitura/Estado ou secretaria de educação/Cultura. Podendo aproveitar as “credenciais” de jornalista e investigar o descaso da administração pública com a unidade de informação em questão, atacou uma classe profissional que muito vem batalhando em prol da educação e cultura no país. 

Afirmo isso pois se o mesmo tivesse ao menos investigado iria perceber. Se ao menos tivesse visitado uma biblioteca universitária, iria ver o quanto é utilizada e útil, se ao menos tivesse entrevistado a “bibliotecária” poderia ter tomado nota dos “porquês” da atual situação do ambiente. Se ao menos tivesse procurado o a Internet para saber o que faz um bibliotecário, não teria falado tanta abobrinha expondo a profissão. Mas acredito que nem ao menos frequentou este espaço, a biblioteca, em sua graduação, para não ter essa noção.

Espero estar me reportando ao órgão competente para tais providências. 

Atenciosamente,

Anúncios

13 comentários em “Dê adeus às bibliotecas ?!

Adicione o seu

  1. Não esperava outra atitude da tua parte Gugão!
    Não podemos nos acomodar e deixar que esse tipo de atitude aconteça!

  2. Como disse no face: Penso que cada um tem o livre arbítrio para achar o que quiser, mas NINGUÉM tem o direito de denegrir a imagem de qualquer outrem ou de qualquer profissão. Frases como ” A bibliotecária me atendeu com aquela suave descortesia típica dessa categoria profissional, como se o visitante fosse um intruso a ser tolerado, mas não absolvido.” são preconceituosas e anti éticas. O jornalista LUÍS ANTÔNIO GIRON foi muito infeliz e deveria ser exigido pela revista ÉPOCA uma retratação!!! Penso que cada um tem o livre arbítrio para achar o que quiser, mas NINGUÉM tem o direito de denegrir a imagem de qualquer outrem ou de qualquer profissão. Frases como ” A bibliotecária me atendeu com aquela suave descortesia típica dessa categoria profissional, como se o visitante fosse um intruso a ser tolerado, mas não absolvido.” O jornalista LUÍS ANTÔNIO GIRON foi muito infeliz e deveria ser exigido pela revista ÉPOCA de uma retratação!!! O mínimo que ele poderia fazer seria pesquisar e escrever sobre o perfil atual dos bibliotecários e os novos serviços tecnológicos que as bibliotecas oferecem aos seus clientes, visando atender as necessidades emergentes de um usuário exigente e atrelado com as notícias do mundo. Isto sim, seria um serviço de utilidade pública e não um texto preconceituoso.

  3. É por causa de profissionais irresponsáveis como esse (no caso o jornalista) que o Brasil está longe de ser a “patria amada e idolatrada…”

  4. Alguém pede esse cara pra mudar de profissão, afinal como alguém pode
    escrever algo do qual não conhece, não entende e pior de tudo ainda diz que foi
    leitor e utilizou desse sistema.

  5. È como o ditado diz “Quem tem boca diz o que quer, e escuta também o que não quer.” ele pronunciou algo que denegriu a imagem de todos os bibliotecários. Isso é até um pecado, julgar o outro sem saber se aquilo procede ou não. Ele agora está provando do próprio veneno.

    Parabéns Gustavo por ter mostrato essa injustiça!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: