O futuro dos CRB’s e CFB

Posted on outubro 1, 2010 por

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Desde o período de faculdade, sempre fui defensor dos movimentos sociais, em especial os que defendessem a classe dos Bibliotecários. Ainda no peíoro de faculdade, tive a oportunidade de questionar a atuação dos Conselhos Regionais e Federal na presença do presidente do CFB, por ocasião do ENEBD em Belém, em 2005.

Questionei a atuação e a seriedade do CFB sem saber que ele estava no auditório para em seguida a minha fala palestrar sobre a fiscalização dos conselhos.  Não preciso dizer que ele mudou o tema da fala para uma defesa veemente às minhas acusações.

Falei sobre isso hoje por ficar, mais uma vez contrariado e extremamente indignado com a atuação, ou falta dela, dos Conselhos.

Essa indignação se deu após ler o post “Chapa quente pro CRB” no BSF, publicado pelo Moreno Barros. É uma total falta de escrúpulo.

O pior de tudo, é ver no Movimento Estudantil, mais exatamente na plenária final do ENEBD, boa parte dos presentes se preocuparem, reclamarem e questionarem a organização do evento por conta do horário em que a “cultural” acaba, achando que 02:00 é cedo demais, sem contar nos que não tiveram seus “trabalhos” premiados, questionando os critérios de avaliação para premiação. Onde seria o local em que a consiencia em defesa e valorização da classe, estudantil e profissional, deveria está sendo debatida, a melhoria no ensino da biblioteconomia era para estar em foco com vistas à melhorar o Encontro. Mas ao contrário disso, pedir festas até o amanhecer parece ser mais importante.

Essa é a minha preocupação com os profissionais que vão sair desse Movimento Estudantil.

Sei que não são todos os envolvidos no ME que tomam essa postura nas Plenárias, mas que essa postura, em especial pelos que são “populares”, ou seja, influentes e formadores de opinião, é lamentável.

O futuro das nossas representações corre sério risco. Ou resolve na base, ou teremos novos gestores nos Conselhos com a mesma visão e as mesmas práticas das relatadas no http://www.dlauro.com.br/ , sem qualquer respeito, zelo, atenção e pelo profissional, e principalmente, sem o mínimo de consciência do que é ser a representação de uma classe em um movimento social.

Infelizmente para a cobrança financeira há a Dívida Ativa e artifícios jurídicos, mas para a cobrança de ações eficientes dos que deveriam defender os interesses da classe, nada existe. E ainda somos OBRIGADOS a votar.

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