Visita


Autor: Gustavo Nogueira

Ultimamente recebi uma visita indesejada. Na verdade já tem alguns anos que tenho recebido essa visita.
Sempre que ela se faz presente, meu dia se torna um bocado triste, e acredito que a todos quem ela visita também, seja homem ou mulher, jovem ou adulto, rico ou pobre…
Em contra partida, agradeço a existência dela, pois se não a fosse, não teria tido tantos momentos de alegria e felicidade. Devo a ela muita alegria, muita “fuzaca” com os amigos, mas também graças a ela tive muitos momentos de tristeza, infelicidade e alguns sentimentos ruins.
Como pode tantos sentimentos opostos serem causados pelo “mesmo agente”?
No final das contas eu até que gosto dela, mas tem horas que da, literalmente, vontade de matá-la.
Afinal, o que seriam os reencontros sem a SAUDADE? O que seria a vida, os amores, as amizades sem ela?
Saudade, saudade, saudade, venha, pois adoro te matar.
A única saudade que não quero ter, é a saudade de ter saudade.
Dá licença, que agora chegou a minha vez de ir matar a saudade de alguém.

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